Salário, desgaste emocional e contratos temporários desafiam professores no Espírito Santo
Profissionais relatam dificuldades para permanecer na carreira, enquanto dados da rede estadual mostram envelhecimento do quadro docente.
Remuneração, sobrecarga, insegurança e desgaste emocional estão entre os principais obstáculos apontados por professores para permanecer na carreira no Espírito Santo. Os relatos ganham destaque no Dia do Professor e ajudam a explicar por que a renovação do quadro docente se tornou uma preocupação para as redes de ensino.
Dados da Secretaria de Estado da Educação mostram que, entre 2025 e 2026, o número de docentes com menos de 40 anos caiu 2,3%, enquanto o grupo com 40 anos ou mais cresceu 5,1%. O movimento reforça o alerta sobre a atração de novos profissionais e a valorização daqueles que já atuam nas escolas.
Além da remuneração, educadores citam contratos temporários, jornadas fragmentadas, acúmulo de tarefas e episódios de violência ou desrespeito no ambiente escolar. Especialistas defendem políticas permanentes de carreira, formação e apoio à saúde mental.
Fonte: reportagem de A Gazeta.
Equipe de reportagem do Conexão Capixaba, cobrindo os 78 municípios do Espírito Santo.