Fim da escala 6x1 preocupa empresas do ES com custos e falta de mão de obra
Setores de comércio, serviços e indústria avaliam impactos da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial.
A proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição de salário, abriu um debate entre empresários e trabalhadores do Espírito Santo. Entidades do setor produtivo projetam necessidade de novas contratações, pressão sobre custos e dificuldade para preencher vagas em atividades que já enfrentam escassez de profissionais.
A Fecomércio-ES avalia que a mudança pode atingir com maior intensidade empresas de comércio e serviços que funcionam aos fins de semana. Na indústria, estimativas apresentadas ao setor indicam acréscimo de custos entre 4,6% e 6,9%, a depender da atividade e da organização dos turnos.
Representantes de trabalhadores argumentam que jornadas mais equilibradas podem reduzir adoecimento, melhorar a produtividade e ampliar a permanência no emprego. A regulamentação ainda deverá definir prazos de adaptação e regras específicas para diferentes setores.
Fonte: informações reunidas por A Gazeta.
Equipe de reportagem do Conexão Capixaba, cobrindo os 78 municípios do Espírito Santo.